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Exportação das PMEs deverá crescer 10% até 2010
Governo pretende aumentar em 1,9% ao ano o número de empresas de pequeno porte que exportam.
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08/10/2008 - Fiesp
O governo brasileiro pretende aumentar em 1,9% ao ano o número de empresas de pequeno porte que exportam, ampliando em 10% a participação delas no mercado internacional. A informação foi um dos destaques na abertura da terceira edição do evento que está sendo realizado para este segmento da indústria, nesta terça-feira (7) na Fiesp.
Segundo Armando Meziat, secretário de Desenvolvimento de Produção do MDIC, “o Congresso é uma importante oportunidade para serem debatidas políticas e medidas para o desenvolvimento das micro e pequenas empresas”. Uma dessas ações seria o aumento das exportações, conforme previsto na política industrial.
O diretor do Departamento da Micro e Pequena Indústria (Dempi) da Fiesp, Milton Bógus, acredita que “novas diretrizes serão definidas ao final do Congresso”.
Bogus lembrou ainda a importância do setor, que representa cerca de 98,5% das empresas formais do País, gera cerca de 16 milhões de empregos e detém 20% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro.
Política
O deputado estadual Vicente Cândido (PT-SP), da Frente Parlamentar da Pequena Empresa da Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo, disse que as empresas precisam consolidar as conquistas advindas com a implementação da Lei Geral do setor.
Já o deputado federal, Carlos Melles (DEM-MG), ressaltou a criação da Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas há quase dois anos. “Ela deverá tirar da informalidade cerca de 5 milhões de pequenos negócios”.
Crise
Segundo o presidente do Sebrae-SP, Fábio Meirelles, os empresários brasileiros não devem se contaminar com a crise que atinge o mercado internacional. “O Brasil não cumpre uma política especulativa. Somos um país sério e não podemos deixar que um problema externo afete nossos interesses econômicos”, declarou.
O presidente da Federação e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp/Ciesp), Paulo Skaf, chamou os proprietários das micro, pequenas e médias empresas de “guerreiros”. “É preciso ter um espírito idealista, ser lutador”, salientou.
Skaf recordou que desde seu primeiro mandato à frente da Fiesp tem apoiado ações do setor, como a criação do próprio Departamento da Micro, Pequena e Média Indústria da Fiesp. “Ampliamos também a oferta de bolsas de estudo no Senai-SP para empresas com até 99 funcionários”, acrescentou.
Sobre a crise econômica mundial, o presidente da Fiesp e do Ciesp se revelou preocupado, porém, defendeu que “o Brasil não precisa importar esta crise”. Segundo ele, é preciso dar atenção ao mercado interno, não permitir o aumento de juros e o corte de crédito. “É preciso irrigar o mercado para minimizar os efeitos da crise”, completou.
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