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Pesquisa aponta setores promissores para quem deseja empreender
População com mais de 60 anos, negócios voltados à preocupação com a saúde e brinquedos são os destaques na pesquisa
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02/10/2008
A pesquisa Cenários para as Micro e Pequenas Empresas do Estado de São Paulo 2009/2015, realizada pelo Observatório das MPEs do Sebrae-SP e divulgada nesta quarta-feira (1), revelou quais segmentos representam oportunidades para empreender, a partir de novas tendências na economia e na sociedade.
São elas: educação on-line, lojas especializadas para população com mais de 60 anos, negócios voltados à preocupação com a saúde como cursos, lojas e centros de lazer, e brinquedos, atendendo a forte emancipação do consumo das crianças.
Também irão se destacar setores de responsabilidade social e eco-soluções, com créditos de carbono, comércio justo, reciclagem, construções e brindes ecológicos. Isso sem falar dos produtos e serviços voltados para busca espiritual e mística (retiros, livros) e para estética e aparência (cirurgias plásticas e serviços).
Mudanças acompanham sociedade
Os negócios promissores seguem as mudanças protagonizadas pela população. Os indicadores sociais do estudo ratificam o aumento da classe C e queda das classes D e E. A redução das desigualdades e a melhora dos indicadores sociais apontam para uma maior escolaridade e aumento na renda das pessoas.
Além disso, a pesquisa registra também um aumento da expectativa de vida e da idade média dos brasileiros. Para atender a estas demandas, os negócios voltados para pessoas que moram sozinhas e que passam mais tempo em casa tendem a estar aquecidos. Estamos falando de lojas e sistemas de segurança, serviços de leva-e-traz, entrega em domicílio, serviços para idosos, necessidades na área de saúde e artigos que proporcionem mais comodidade no lar.
Segmentos que devem crescer mais
O estudo aponta também os setores que devem ter maior índice de crescimento nos próximos anos. No comércio, os destaques são os segmentos de materiais e equipamentos para escritórios e informática (crescimento estimado de 12,5% a.a. entre MPEs), comércio de autopeças (7,7% a.a.) e quitandas, avícolas e sacolões (7,1% a.a.).
No setor de serviços, informática lidera com 12% a.a., enquanto transporte terrestre e atividades auxiliares de intermediação financeira aparecem empatados, com 8,4% a.a. Na indústria, o destaque é para o ramo de fabricação de máquinas e equipamentos (7,5% a.a.), edição e gráfica (5,6% a.a.) e confecção de artigos do vestuário (5,0% a.a.).
Nos grandes centros, entretanto, a lógica se inverte. Na região metropolitana de São Paulo, o setor de serviços deve ultrapassar o comércio, em 2015, com 717 mil novas empresas (47%), contra 665 mil estabelecimentos comerciais (44%) e 134 mil na indústria (9%).
Os segmentos de serviços que puxam este crescimento são os de aluguel de veículos, máquinas e equipamentos (15,5% a.a.) e informática (14,8% a.a.). As perspectivas também são positivas, porém mais comedidas, para os serviços de alimentação e alojamento, que devem registrar crescimento de 12% em 2010.
Fonte: UOL - InfoMoney
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