|
|
|
|
Investir em gestão de saúde
Aumento da qualidade de vida dos funcionários ao mesmo tempo permite um controle eficiente dos custos.
|
Enviar
por email Imprimir
Comentar
RSS
|
|
29/09/2008
As empresas estão cada vez mais investindo em programas de gestão da saúde, indo além do tradicional plano de assistência médica. E a principal razão para esse movimento é a busca por mecanismos que aumentem a qualidade de vida dos funcionários e ao mesmo tempo permitam um controle eficiente dos custos. É o que revela pesquisa anual de benefícios da Hewitt Associates , realizada com 137 companhias de diversos setores da economia.
Desse total, 45% possuem práticas que incentivam os profissionais a cuidar da saúde, um grande salto em relação a 2004, quando esse número não ultrapassava a casa dos 25%. Segundo Thais Blanco, consultora sênior da Hewitt no Brasil, algumas mudanças podem ser percebidas, principalmente com as empresas enxergando as vantagens em direcionar o foco para ações preventivas. "Ter um funcionário saudável é sinônimo de produtividade e redução dos gastos com a administração dos planos médicos, que sofrem reajustes acima da média da inflação".
O estudo também revela que hoje há uma atenção maior aos grupos propensos a desenvolver doenças crônicas ou que encontram-se em estágio adiantado, como os diabéticos, os hipertensos e os cardíacos. Tanto que 75% dos entrevistados disseram ter programas de gerenciamento de doenças de alto risco, 52% a mais do que o registrado ano passado. "Por um lado você educa o funcionário a fazer o bom uso de seu plano, com idas periódicas ao médico. Por outro, dá suporte a quem precisa de tratamentos mais complexos", explica Thais.
Outro ponto de destaque é a concessão de carros blindados para executivos. O benefício é oferecido para níveis mais altos, 54% são para presidentes e 17% para diretores, com valores que vão de R$ 190 a R$ 120 mil, respectivamente. "O que mostra a preocupação das empresas com a segurança de seus profissionais", diz. Tendência que deve continuar crescendo nos próximos anos. A consultora ressalta que a concessão de automóvel é uma característica do mercado brasileiro e que ainda está presente nos pacotes de benefícios, com 85% das empresas oferecendo o item aos diretores, gerentes, coordenadores e supervisores.
Em relação a inclusão de cônjuges nos planos de assistência médica de funcionárias, constatou-se um avanço sobre o ano passado. Prova disso é que 86% das organizações ouvidas permitem que as mulheres coloquem seus maridos como dependentes e 75% os companheiros. "Percebemos uma mudança no comportamento das empresas em relação à diversidade", avalia Thais. "Observamos até um aumento na inclusão de companheiros homossexuais".
Embora se fale muito na necessidade do RH ser estratégico, o estudo aponta que a área permanece ligada a atividades mais operacionais. Benefícios é um dos serviços que têm absorvido mais de 35% do tempo das gerências deste setor, o que na opinião da consultora, contribui para a falta de uma visão estratégica. "Esses profissionais não conseguem buscar novas soluções para os programas nem para provocar mudanças".
Andrea Giardino De São Paulo
Valor Online
|
Mais notícias:
|
|
|
| INCorporativa,
Revista INCorporativa, Revista Corporativa são Marcas Registradas
- 2007-2010.
O uso indevido ou não autorizado da marca INCorporativa
é passível de ação judicial..
Reprodução de conteúdo
permitida com link para a fonte.
-
-
-
- -
|
Artigos refletem
única e exclusivamente a opinião de seus autores.
Todo o conteúdo divulgado decorre de informações
advindas das fontes mencionadas, sendo, portanto, de responsabilidade
exclusiva da fonte ou do autor, não cabendo à INC
Comunicação ou à Revista INCorporativa responsabilidade
por citações, teor, exatidão ou veracidade
do conteúdo, produto ou serviço divulgado. Indicação
de publicações são apenas para divulgação,
não sendo avaliados por este veículo de comunicação.
|
|
|