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Pequenos negócios vendem cerca de R$ 140 mi por ano aos Correios
Roberto dos Santos, diretor dos Correios, avalia que há ainda mais espaço para os pequenos negócios experiência da ECT será apresentada no Fomenta, evento sobre compras públicas que começa hoje (24)
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25/09/2008
Os Correios são os maiores compradores, via pregão eletrônico, do País. Por ano, a empresa gasta R$ 1,3 bilhão em produtos e serviços, sendo que 10% desse valor são comprados de pequenas empresas, ou seja, cerca de R$ 139,2 milhões. A maioria dos fornecedores é do estado de São Paulo, informa o diretor de Administração da Empresa de Correios e Telégrafos (ECT), Roberto dos Santos.
A ECT traz essa experiência para o Encontro de Oportunidades para as Micro e Pequenas Empresas nas Compras Governamentais (Fomenta), que começa nesta quarta-feira (24) e segue até a sexta-feira (26), em Brasília.
Por dia acontecem pelo menos 20 licitações no site Licitações-e, do Banco do Brasil, ferramenta utilizada pelos Correios para realizar o pregão eletrônico, que contrata desde serviços de jardinagem até canais via satélite. "O site é bastante amigável e interativo", diz o diretor Roberto dos Santos.
A modalidade pregão possui duas formas de utilização: na eletrônica a disputa de preços ocorre com o envio sucessivo de lances pela internet e, na forma presencial, as propostas e os lances são apresentados em sessão pública presencial com a participação dos licitantes.
Apesar de não ter licitações exclusivas para micro e pequenas empresas, o diretor destaca que o número de pequenas empresas que se inscrevem anualmente para participação do pregão eletrônico vem crescendo. "Hoje temos 10% de pequenos negócios. Esse número é alvissareiro, já que existe um mercado de 90% para ser conquistado. Participar dos pregões é uma grande oportunidade para os pequenos negócios."
A ECT não regulamentou licitações exclusivas para micro e pequenas empresas em função da manifestação do ministro do Tribunal de Contas da União, Benjamim Zymler, que entende que as compras exclusivas são para a administração direta que tem no fomento uma função social, não para as empresas públicas e sociedades de economia mista, como é o caso dos Correios.
O diretor explica que comprar dos pequenos fornecedores é muito vantajoso, pois aumenta a competitividade nas compras dos Correios e conseqüentemente reduz os preços. "Os pequenos fornecedores têm se mostrado muito competitivos. Alguns se sagram vencedores em competições acirradas. Países como a Itália, por exemplo, desenvolveram-se graças ao crescimento dos pequenos negócios."
Porém, as dificuldades no relacionamento com os pequenos ainda existem. A maior delas, segundo o diretor de Administração da ECT, é o precário acesso que as empresas têm à internet e o pouco domínio das ferramentas de informática. Além disso, faltam documentos de habilitação e ausência de cadastro e atualização documental no Sistema de Cadastramento Unificado de Fornecedores (Sicaf), para as empresas vencedoras.
Este é um ponto importante, principalmente porque de acordo com o decreto 1094, os órgãos públicos só podem comprar ou contratar a prestação de serviços para o governo com fornecedores que estiverem em situação regular no Sicaf.
As pequenas também têm dificuldades no cumprimento de prazos, falta de conhecimento da legislação sobre Licitações e Contratos, qualidade dos produtos, serviços e atendimento, ausência de uma administração profissional e falta de conhecimento e entendimento sobre a forma de processamento dos negócios públicos.
"Deixar de cumprir prazos, por exemplo, resulta em multas contratuais que, muitas vezes, uma pequena empresa terá dificuldade em arcar", diz o diretor dos Correios. Ele recomenda aos empresários lerem o contrato atentamente. "No dia-a-dia, eles estão envolvidos e deixam a participação nas licitações para pessoas que não estão capacitadas. O dono do negócio deve ao menos ler o contrato antes de participar."
O diretor também faz um alerta aos empresários de pequenos negócios. "A qualidade do produto é fundamental. Os Correios são muito rigorosos na qualidade. Podemos rejeitar lotes inteiros se não estiverem dentro da qualidade exigida."
Para participar dos pregões dos Correios é muito simples. Basta acessar o site http://www.correios.com.br. No campo licitações, as empresas terão acesso a todos os editais da ECT. Os documentos exigidos, além do cadastro no Sicaf, são os mesmos documentos de habilitação para todas as empresas, conforme disposição legal.
A ECT identifica o porte da empresa pela declaração apresentada e pela comprovação de sua inscrição no órgão competente. Nos pregões eletrônicos a identificação é automática, comprovada posteriormente ao vencer o pregão. "Essa é uma vantagem do pregão reverso. Somente os vencedores devem apresentar as documentações exigidas."
Fomenta
Para ajudar a aumentar a participação dos pequenos negócios nas compras governamentais, o Sebrae e pelo Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão está colocando governo e pequenas empresas para conversar diretamente. Para isso, promovem a partir desta quarta-feira (24), em Brasília, o Encontro de Oportunidades para as Micro e Pequenas Empresas nas Compras Governamentais (Fomenta). O evento prossegue até a sexta-feira (26). Para conhecer a programação completa, basta acessar o endereço http://www.fomenta.org.br. Pelo site também é possível fazer a inscrição.
Serviço:
Evento - Fomenta
Data - de 24 a 26 de setembro
Local - Centro de Eventos e Convenções Brasil 21
Site - http://www.fomenta.org.br
Fonte: Agência Sebrae de Notícias
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