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Economia - Brasil sai da crise como protagonista do processo econômico mundial

Crescimento propiciado por nosso mercado consumidor em expansão e por nosso tradicional empreendedorismo

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16/09/2009 - Stênio Ribeiro

Depois de um ano envolto pela crise financeira que abalou todas as economias, o Brasil sai de dois trimestres de depressão econômica com a credibilidade externa em alta, de acordo com o presidente da Trevisan Consultoria e Gestão, Antoninho Marmo Trevisan, que também faz parte do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES).

Ele disse que saiu de recente encontro com autoridades europeias, em Bruxelas, na Bélgica, com a sensação de que "vivemos agora uma situação em que somos protagonistas do processo econômico, e não mais coadjuvantes". Existe, segundo ele, uma percepção clara, lá fora, de que o Brasil construiu uma rede de proteção social e econômica eficaz, em alicerces bem estruturados.

No seu entender, essas bases permitem atender rapidamente as demandas a que a "catastrófica especulação mundial nos levou e cuja explosão sentimos mais forte a partir de setembro do ano passado", com a falência do banco norte-americano de investimentos Lehman Brothers, que levou à quebradeira de bancos menores, nos Estados Unidos e na Europa.

Segundo ele, a atratividade do Brasil para investimentos externos é crescente, com mais divisas para o país e a consequente manutenção da cotação do dólar norte-americano em baixa. Sua atenção se volta, pois, para o cenário interno, onde se deve "eliminar gorduras, estimular a pesquisa e o desenvolvimento, não apenas na tecnologia eletrônica, mas sobretudo na capacitação humana".

Defensor da redução do spread bancário [diferença entre as taxas cobradas pelos bancos na captação e na concessão de empréstimo] que, segundo ele, são mantidos em "patamares incrivelmente elevados", Trevisan defende a necessidade de juros mais baratos para garantir crédito ao setor produtivo, com mais emprego e renda para o trabalhador.

De acordo com ele, as corporações melhoraram seus processos de gestão e governança, os consumidores estão mais atentos e exigentes na hora de gastar, a retomada da economia mundial se dá hoje em novas bases. Portanto, governo e sociedade civil devem somar esforços para o crescimento estrutural do país, destacou Trevisan à Agência Brasil, ao analisar o primeiro ano da crise financeira.

Perder essa oportunidade, acrescentou, "pode significar anos de retrocesso diante de perspectivas extremamente positivas de crescimento propiciadas por nosso mercado consumidor em expansão e por nosso tradicional empreendedorismo".

ASN


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