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Por um Brasil mais competitivo: uma boa notícia

Uma medida simples pode propiciar +R$84 bilhões em investimentos privados na economia e +1 milhão de novos postos formais de trabalho, sem onerar o orçamento da União


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 06/08/2013

Segundo Michael Porter, célebre professor de Harvard, "a prosperidade de um país é criada, não herdada. Ela não deriva das riquezas naturais, do número de trabalhadores ou do valor da moeda. A competitividade de um país é função da capacidade de inovar de suas empresas".

O Brasil não tem evoluído - e às vezes tem regredido - nos rankings de competitividade e inovação: desde 2008 estacionou na 37a posição (de 43) do Índice de Competitividade das Nações da FIESP, caiu cinco posições para 51a (de 60) em ranking semelhante da suíça IMD e regrediu 17 posições para o 64º lugar (de 142) no Índice Global de Inovação do INSEAD.

Os canais de investimento privado no país estão obstruídos. Em 2011 e 2012 a taxa de investimento brasileira foi, respectivamente, de 19% e 18% do PIB, e a FIESP já aponta nova queda para 2013. Índia e China investem de duas a três vezes a taxa brasileira: Índia 34% e China 48% em 2012. Para dobrar o PIB per capita até 2025 o Brasil precisa saltar para uma taxa de investimento anual de 25% do PIB.

Acesso a capital de crescimento é um dos grandes entraves ao desenvolvimento das 35 mil pequenas e médias empresas (PMEs) no Brasil, aquelas com faturamento anual de R$16 a 400 milhões. Para exemplificar, apesar do Brasil ser a 7ª maior economia do mundo, o país é apenas o 23º em número de empresas listadas em bolsa, o mesmo patamar de Mongólia (129º PIB), Vietnã (57º PIB), Bulgária (75º PIB) e Paquistão (44º PIB).

Apesar dessas condições pouco estimulantes, também reflexo da burocracia e da elevada carga tributária, o país desponta como um dos mais vigorosos na vontade de empreender. Conforme pesquisa do SEBRAE, 27 milhões de pessoas trabalham em seu próprio negócio (atrás apenas de China e EUA) e, segundo Endeavor, 76% da população sonha ter seu próprio negócio.

Nesse cenário, surge uma das maiores mobilizações já vistas na comunidade empresarial brasileira: o movimento "Brasil+Competitivo", que vem crescendo dia-após-dia e já conta com 140 organizações entre federações empresariais, centrais sindicais de trabalhadores, entidades educacionais, associações de classe, consultorias, instituições financeiras, advocacias e auditorias, dentre outras.

Os benefícios e as propostas do Brasil+Competitivo, que em breve serão apresentados ao Ministro Fernando Pimentel no MDIC (Plano Brasil Maior), visam fomentar o empreendedorismo, aumentar a competitividade empresarial e melhorar o acesso a capital de crescimento para PMEs. As propostas são simples e consistem de: (i) mobilização da sociedade privada em prol do empreendedorismo, da educação empresarial e da competitividade; e (ii) ação estratégica do Governo, sem ônus para o orçamento da União, representada por um crédito tributário para redução do custo de capital de PMEs que se capitalizarem para crescimento, e estímulo para investidores que investirem nessas empresas.

Contabilizando os resultados projetados, o Brasil+Competitivo pode alcançar em 5 anos: R$84 bilhões de investimentos privados na produção, ganho adicional de R$10 bilhões em arrecadação de impostos federais, mais de 1 milhão de novos empregos formais e aumento na pauta de exportação, além fortalecer e descentralizar cadeias produtivas com ganhos de produtividade. Ganham o Governo, as empresas e os trabalhadores. Ganha o Brasil.

O Brasil+Competitivo é um excelente estímulo para a competitividade das PMEs e um caminho seguro para o crescimento sustentado da economia brasileira.

Conheça o portal educacional AQUI e leia também:

- Brasil+Competitivo (PAC-PME) articula levar proposta de Medida Provisória ao MIDC

(Broadcast)

- Grupo quer destravar acesso de PME à Bolsa

(Folha de S. Paulo)

- Dilma anuncia que o governo prepara um conjunto de medidas para o desenvolvimento do mercado de capitais

(Valor Econômico)

- Mercado monta projeto para IPOs de PMEs

(EXAME)

- Site promove "encontros" de pequenas empresas e investidores

(Folha de S. Paulo)

- Grupo tenta destravar entrada de pequenas na Bolsa de Valores

(El Economista América)

- Acesso facilitado ao mercado será discutido com governo

(Valor Econômico)

- Poucos investidores e muitas regras afastam as PMEs da Bolsa

(Veja)

- Ele quer tocar o sino

(IstoÉ Dinheiro)

- Pelo capitalismo de risco no Brasil (pdf)

(Carta Capital)

Opine, participe, "junte-se a essa mobilização". 




 

 

 

 

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