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Desenvolvimento sustentável e maniqueísmo

Não há meio-termo, não há o mundo intermédio da razão


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 27/09/2013 - Por Amadeu Garrido* 

O bem e o mal. A luz e o bem. O mal e as trevas. Nesse esquema filosófico dos maniqueus é enterrado o debate entre especialistas, políticos, governantes, ONGs e outros sujeitos ativos da sociedade quando se fala, no País e fora dele, da Amazônia. O bem é preservá-la intacta. Pouco importam suas populações, os grupos sociais que a ocupam e nela firmaram há séculos seu habitat. O mal é qualquer coisa que denote tecnologia e o modelo de vida atual dos outros mortais. 

O povo amazônico que viva embrenhado nas florestas. Povos das florestas, carcomidos pela solidão das árvores e das noites unânimes da modorra. É romântico, é triste, pouco importa se ao homem desses rincões não se dá o direito de ir e vir. Porém, é necessário que tudo permaneça assim, dizem os defensores do bem, há milhares de quilômetros de distância, em escritórios climatizados e equipados por computadores.

Não há meio-termo, não há o mundo intermédio da razão, a postura que deve presidir o comportamento humano, como pregava Aristóteles, os estóicos, o orador Cícero e o gênio de Da Vinci, segundo o qual na cor intermediária entre o opaco e o gritante reside a essência da representação da vida e a verdade.

Essas considerações são oportunas à luz de matéria elaborada pelo jornal Valor Econômico e publicada em sua edição de quinta-feira, 26 de setembro. "A Estrada que desaparece no coração da Amazônia", BR-319, concluída em 1973 e construída para ligar Manaus a Porto Velho. Como diz o jornal, a estrada era plenamente transitável em seus primeiros anos de operação. Carros percorriam seus 877 quilômetros sem problemas, havia linhas regulares de ônibus. No entanto, sem ser surpreendente no Brasil, em quinze anos a rodovia entrou em decomposição. É intransitável. Não passa de um a cicatriz no coração do Estado do Amazonas. Às respectivas populações é negado o direito de ir e vir, salvo por barco ou avião. Bastaria repavimentar a estrada, pelo menos em seu núcleo mais degradado, cerca de 400 quilômetros no meio do caminho.

Ocorre que há reação dos ambientalistas. Uma extensa matéria não traz seus argumentos, apenas oposição genérica. Um homem sentado numa cadeira na trilha que restou, um cachorro e a paisagem melancólica dão ideia do que antes foi uma região frequentada e minimamente urbanizada. Não verificamos uma única explicação sobre a alegada inconveniência da repavimentação asfáltica da estrada, a não ser a de que isso estimulará o ingresso de população na área, o corte de madeiras e o desrespeito ao ambiente que não pode ser tocado, em termos absolutos.

A conclusão, a seguir esse raciocínio dos maniqueus do bem, é a de que não pode haver vida humana razoável na Amazônia. O homem é por essência criminoso e todos que lá aportarem agredirão o ambiente, que há de ser preservado às futuras gerações, enquanto o monóxido de carbono pode inundar São Paulo, a Cidade do México, Tóquio, Chicago e outros paraísos da pós-modernidade. O Estado brasileiro é incapaz de lá instalar equipamentos de controle e de promoção da vida, como postos policiais e de saúde.

O "desenvolvimento sustentável" é sim ou não. Pode ou não pode. Sítios determinados são intocáveis, como a região lindeira à BR-319. Nos papéis dos burocratas. "Basta anoitecer. Um atrás do outro, caminhões abarrotados de troncos de madeira surgem na via esburacada da BR-319. Passam lentos, de frente para as casas da Vila Realidade. Motoristas mais experientes abrem mãos dos faróis e seguem orientados pela luz da lua. A operação discreta é a prova de que, com ou sem pavimentação, a BR-319 já se converteu em um corredor promissor para a ação de madeireiros." (André Borges, na aludida matéria jornalística). A pavimentação permitira a instalação dos postos de fiscalização.

Tudo significa que muitos falam, mas poucos sabem do quê, ao se referir a desenvolvimento sustentável. O conhecimento já muito distanciado dos maniqueus sabe que os fenômenos devem ser analisados sob diversos prismas. E, como dizia o pintor da renascença, a verdade está na cor intermédia. Só que as cores fortes da ideologia são seu homicida.

 *Amadeu Garrido é advogado




 

 

 

 

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