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#Entrevista
Entrevista com Eduardo Duhalde

Em entrevista ao jornalista Paulo Pandjiarjian, o ex-presidente da Argentina, Eduardo Duhalde fala sobre o futuro do MERCOSUL e a integração entre empresários argentinos, brasileiros, lusófonos e ibéricos

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30/05/2011 - Paulo Pandjiarjian*

Paulo Pandjiarjian – Presidente Eduardo Duhalde, o senhor ocupou diversos cargos na vida pública argentina. Foi Deputado Nacional, Governador da Província de Buenos Aires, Vice-Presidente e Presidente Interino no período 2002-2003. Sua última responsabilidade institucional foi no MERCOSUL, entre 2003 e 2005, como Presidente da Comissão de Representantes Permanentes do MERCOSUL (CRPM). Hoje, encabeça uma organização empresarial – MPA – Movimento Produtivo Argentino. Permito-me iniciar o nosso debate, fazendo-lhes duas perguntas:

1 – Como a Argentina, como nação, foi atingida pela crise mundial que se alastrou no final do ano de 2008?

Eduardo Duhalde – maioria dos países, mas na Argentina foi reforçada com o esbanjamento de recursos que aconteceu nos últimos anos. Naufragou assim a revolução produtiva que iniciei e deixei nas mãos do casal Kirchner. Eu digo que foi o desperdício de recursos obtidos com o crescimento, porque as políticas foram implementadas com impostos regressivos sufocando a produção e criando desconforto nos produtores agrícolas, deixando o país de volta à beira do abismo.

Em contraste com o governo argentino, note que o presidente Lula acaba de lançar o Plano Agrícola e Pecuário 2009-2010, que prevê investimentos de cerca de 53 milhões de dólares. Lula também está considerando um novo modelo de financiamento para o setor, o que irá impedir problemas, como aqueles que os fazendeiros tinham para financiar seus negócios com a China. Ele também anunciou a criação de um fundo para dar garantias aos produtores em relação a condições climáticas adversas etc. Mas Lula vai além, porque com este plano de produção prepara seu país para quando os Estados Unidos e a Europa “acordarem”, porque ele sabe que ao acordar, vão querer comprar e o Brasil deve estar pronto para produzir, vender, ganhar dinheiro e fortalecer sua indústria. O governo do meu país está anos luz desse pensamento de Lula.

2 – O que o levou a liderar o MPA – Movimento Produtivo Argentino e o que o senhor espera desse congraçamento empresarial na Argentina?

Eduardo Duhalde – Eu pretendo terminar de construir o projeto de revolução produtiva que iniciei em meu governo e concluir esta tarefa para deixar na Argentina um modelo produtivo exportador conduzida pelo “think tank” da MPA. Apelamos a todas as linhas de produção e suas respectivas câmaras para construir este enquadramento estratégico, independentemente do segmento ideológico a que pertencem. Nosso movimento não faz política, mas o seu objetivo é a promoção de políticas produtivas.

Enquanto o MPA apóia todas as forças de produção, a fim de interpretar suas necessidades, também sabemos que temos um intenso trabalho educativo na sociedade, reformulando a idiossincrasia produtiva perdida. Os argentinos têm uma cultura diferente em relação ao Brasil. Desde a época de nossa colonização, fomos ensinados a importar tudo. Atualmente, dizem que é preferível abastecer o consumo interno a exportar.

Esse pensamento é parte da nossa cultura. Os países mais desenvolvidos, incluindo o Brasil, pelo contrário, têm crescido em outro rumo; baseando sua economia no eixo de maior produção e das exportações. Aqui, nós nunca conseguimos equilibrar o mercado interno com a exportação. A partir do MPA, o conceito que queremos imprimir na comunidade é o trabalho, promovendo a produção de conhecimento altamente competitivo e de exportação com valor agregado. Nossa organização tem claramente definidos objetivos, que se realizam através de diferentes departamentos. Na parte Acadêmica, por exemplo, são organizados seminários de treinamento de liderança para que os líderes sejam devidamente treinados antes de participar de um eventual governo. 

Do departamento de produção, a intenção é interagir com o mundo empresarial e seus órgãos representativos, trabalhando em ferramentas específicas, tais como formação, desenvolvimento de oportunidades de negócio etc., promovendo e facilitando o comércio regional, e assim por diante. 

Paulo Pandjiarjian – Quais são as intenções do MPA em relação ao Brasil e aos parceiros do MERCOSUL?

Eduardo Duhalde – Em minhas visitas e discussões com representantes dos setores produtivos e organizações da sociedade civil nos nossos países, eu recebi as mesmas preocupações, refletindo uma disposição sobre a necessidade de avançar em um projeto de integração com maior sustentabilidade. Às vezes, durante o meu mandato no MERCOSUL, falou-se da necessidade de criar um programa de capacitação de gestores públicos para superar as assimetrias resultantes da implementação efetiva de políticas públicas por parte das instituições nacionais. Hoje, estou convencido de que isto não pode ser alcançado a menos que existam também gestores e controladores dentro da esfera privada, para trabalhar em sinergia. Em apoio a isso, o MPA lançará em breve uma ferramenta de comércio para os países do MERCOSUL. Este é o primeiro território aduaneiro do MERCOSUL, para facilitar o comércio.

Este objetivo é parte de uma contribuição estratégica, como eu disse, para apoiar as nossas posições. Entendemos que, com essas ferramentas, e outras de entidades público-privadas, poderemos contribuir para as forças produtivas do MERCOSUL se fortaleçam. Este portal na Internet, por exemplo, propõe-se a ser uma vitrine virtual para todos os cidadãos do MERCOSUL, para que façam o upload de seus produtos e serviços de forma facilitada, para que outros países tenham uma referência específica do que é produzido pelo MERCOSUL e, sobretudo, tenham prova de nossa unidade produtiva. Tudo isso é parte de um plano global que irá desenvolver-se gradualmente com a participação de empresários e de cooperação financeira de instituições especializadas, não só nacionais, mas regionais, porque é um mecanismo para melhorar a relação de benefícios palpáveis para todos os países no processo de integração.

Paulo Pandjiarjian – O que o senhor espera dos diversos movimentos empresariais brasileiros em relação ao MPA?

Eduardo Duhalde – Ao longo da minha gestão no Mercosul, envidei grandes esforços com o objetivo de abrir novos espaços para o diálogo político e comercial. Visitei todos os países da Comunidade Andina de Nações, e acompanhei o presidente Lula da Silva à Índia e Emirados Árabes Unidos, como parte de uma excursão de autoridades brasileiras e empresários.  

Desde o início, eu levantei a necessidade de dar prioridade especial à questão do desenvolvimento equilibrado dos países do MERCOSUL.

É evidente que existem assimetrias estruturais. Mas eu acho que isso não é um trabalho isolado dos estados, mas acredito que os cidadãos do Mercosul devem participar mais e ajudar os nossos governos para a integração através de movimentos como o MPA e organizações produtivas e empresariais. Espero então que as organizações similares no Brasil e em outros países do Mercosul, juntem-se a nós para esse diálogo conjunto e com uma missão comum e uma visão unificada para tomada de decisão no âmbito do Grupo de Integração Produtiva (GIP), como parte de Conselho do Mercado Comum E que, a partir da esfera privada, se atinjam os progressos no fortalecimento de programas de comércio e competitividade, de forma a obter o máximo de vínculos produtivos entre os países. Isto feito, é certo que as forças de produção vão certamente ajudar a acabar com as assimetrias que temos hoje e o que é melhor, irão guiar o GIP em estabelecer as normas legais que os produtores tanto precisam para crescer.

Paulo Pandjiarjian – Essa entrevista será publicada nos portais RCLP – Rede Colaborativa da Língua Portuguesa e RCLE – Rede Colaborativa da Língua Espanhola, atingindo empresários lusófonos e ibéricos. Como o empresariado argentino e brasileiro podem interagir, primeiramente entre si e, posteriormente, com os mercados lusófono e ibérico?

Eduardo Duhalde – Em minha posição no MERCOSUL, propus aos Chefes de Estado uma agenda de trabalho comum. Hoje, a partir do MPA, propomos também aos agentes de produção do MERCOSUL uma agenda comum, a fim de obter economias de escala que estimulem o crescimento. A partir do MPA, que pretende ligar as PME a parques industriais, como os parques do Brasil, pretendemos atender a demanda de outros blocos econômicos do mundo.

Estou convencido de que a produtividade planejada eliminará as assimetrias. Esta primeira etapa é substancial. O próximo passo é garantir que a oferta exportável estará em níveis competitivos exigidos pelas diretrizes da UE e outros mercados; por isso, trabalhamos também no desenvolvimento dos nossos produtos com os melhores  especialistas. Então, certamente os dois canais – ibérico e lusófono - podem fazer a sua parte, abrindo-nos melhor do que ninguém as portas dos acordos preferenciais da EU.  

Paulo Pandjiarjian – Se fosse convidado a se candidatar novamente, gostaria de retornar à vida pública?

Eduardo Duhalde – Estive à frente daArgentina, na pior crise da sua história. Quando deixei o governo, as chamas estavam apagadas, mas o fato de ter renunciado à minha futura ação pública para abrir caminho para uma nova liderança, não significa que deva renunciar à minha opinião e esforço para fazer chegar ao governo argentino os candidatos do meu partido mais qualificados e adequados para que terminem a revolução produtiva que iniciamos.  

Paulo Pandjiarjian – Que mensagem gostaria de deixar aos empresários brasileiros, lusófonos e ibéricos?

Eduardo Duhalde – Aos empresários, tranqüilizá-los que o MPA fará todo o possível para trazer a relação comercial com a Argentina a um nível de crescimento do comércio. Aos empresários ibéricos e lusófonos, especialmente, as minhas saudações e felicitações, porque sabemos que não pouparam esforços para contribuir para a integração da União Européia, que nasceu em uma época de crise profunda, primeiro com a decisão dos seus dirigentes e que continuou após o esforço produtivo da comunidade. Gostaria muito que ambas as comunidades, por estarem fortemente ligados com ambos os países - Argentina e Brasil -, possam se tornar a ponte para o MERCOSUL como bloco regional, a fim de desenvolver melhor o comércio com a UE.

 



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