25/08/2010 - Humberto Siqueira
O setor de franquias é um dos que mais crescem no Brasil. Faturou R$ 63 bilhões no ano passado, uma expansão de 14,7% em relação a 2008. Para este ano, as previsões são ainda melhores, segundo Ricardo Camargo, diretor executivo da Associação Brasileira de Franchising (ABF) e da World Franchise Council, instituição mundial do setor. Estima-se um aumento de 18% do faturamento, sendo que boa parte desse crescimento se dará em investimentos nas microfranquias.
A modalidade atende principalmente as classes C e D, que vêm demonstrando grande aumento no potencial de consumo e também de investimento. Microfranquias são aquelas com investimento total de até R$ 50 mil. “Já houve um forte indicativo em 2009, de que o crescimento do setor passa fortemente por essa modalidade. E a tendência é que o segmento continue crescendo. A franquia profissionaliza o negócio e ajuda a manter a clientela”, comenta Ricardo.
As empresas dentro desse patamar são, em sua maioria, voltadas para serviços: “Justamente por não envolverem capital de mobilização”, aponta Ricardo. “É uma ótima oportunidade para profissionais liberais, que estão cada vez mais em busca de organização. As marcas ajudam esses investidores a ter uma melhor visão de mercado, empresarial. Vemos muitos casos de profissionais que ganhavam R$ 1,2 mil e conseguem dobrar ou e até triplicar os ganhos”, completa.
Roger Maia, proprietário da Vilesoft, diz que R$ 50 mil é suficiente para pagar a taxa de franquia, montar o negócio, ter capital de giro e ainda uma reserva para se manter no início. “Somos uma empresa de venda e suporte de softwares de gestão. O franqueador vende, instala e dá assistência técnica. Não cobramos royalties por 18 meses, que é um período de consolidação para o negócio. Depois, o empresário passa a pagar um salário mínimo por mês. A taxa de publicidade é de 3% sobre o faturamento bruto”, detalha.
Suporte
O franqueador ajuda na escolha do ponto e dá assessoria jurídica. “O local deve ter boa visibilidade e algo próximo de 55 metros quadrados. E, como na abertura de qualquer empresa existe uma burocracia legal, facilitamos a vida do empreendedor com todas as informações necessárias nesse processo. Oferecemos ainda financiamento da taxa de franquia e treinamentos comercial e de vendas”, diz.
Rafaela Abalem, gerente de Função da Empada Caipira, explica o modelo de franquia da marca. “Temos as lojas de rua, que é um modelo enxuto e custariam R$ 40 mil. Já os quiosques de quatro metros quadrados e nove metros quadrados sairiam, respectivamente, por R$ 33 mil e R$ 35 mil. “Esses formatos não produzem a própria empada. Recebem de franqueados maiores, que têm loja com fábrica, o que exige um investimento mais alto. Mas funcionam muito bem, pois basta dizerem quanto de cada tipo de empada querem para receber pontualmente dos colegas franqueados”, garante.
Pela forma de funcionamento das microfranquias da Empada Caipira, o interessado deve abrir uma unidade em cidades onde haja loja com fábrica própria. “Justamente porque não trabalhamos com produtos congelados. Assim, ele recebe a empada pronta, aquece e a mantém na estufa. Temos tido uma resposta muito boa para esse modelo de negócio, com retorno do investimento entre 12 e 18 meses, faturamento médio de R$ 30 mil, com lucro líquido entre 15% e 20%”, revela.
Serviço
Associação Brasileira de Franchising (ABF)
(11) 3020-8800 - www.portaldofranchising.com.br
Vilesoft
(37) 3213-4855 - www.vilesoft.com.br
Empada Caipira
(32) 3232-8206 - www.empadacaipira.com.br
UAI